10 Novembro 2011

Por um fio

Este ano publiquei meu primeiro livro juvenil, com o título (indicação do editorial) de Por um fio, pela Editora Scipione (http://www.scipione.com.br/SitePages/Obra.aspx?cdObra=4129&Exec=1)!
A história é um mistério  que envolve Lucas, que viajou com a família para uma ilha, onde a sua irmã, Alice, participará de um concurso de penteados. Mas, no único hotel do desabitado local, um crime cabeludo acaba cancelando o evento!

O mais interessante dessa experiência foi eu não ter ilustrado minha própria história, como nos outros infantis que escrevi, e ter passado pela emoção de ver os personagens serem criados pela mão de outro alguém! E toda a minha sorte foi que, “este alguém”, é ninguém mais e ninguém menos que o Eduardo Medeiros (http://hellatoons.wordpress.com/), uma cara que eu já era super fã do trabalho!!! O Edu somou muito para o resultado deste livro, contribuindo com seu talento e criatividade. Algumas cenas a linguagem dos quadrinhos foi utilizada para seguir a narrativa da história. O meu gato, Miró, gostou tanto do livro que passou a tarde de ontem, deitado, lendo Por um fio!
Obrigada Scipione por ter acreditado no projeto e por ter feito esta experiência mais prazerosa do que eu pude imaginar!

02 Novembro 2011

Nos bastidores da Feira do Livro de Gravataí

Outubro foi mês das Feiras de Livros! E eu participei de diversas, dentro e fora do meu estado, Rio Grande do Sul, mas, pela primeira vez, minhas ilustrações foram convidadas a participarem também! A programação visual da 25ª Feira do Livro de Gravataí exibiu dois personagens que eu criei para servirem de logo. Quando me fizeram o convite achei que não teria uma ideia capaz de participar elegantemente, mas depois, com tudo pronto, achei que a Feira do Livro e minha ilustração foram feitos um para o outro! Obrigada, Gravataí, por todo respeito e carinho, até ano que vem!!!

21 Setembro 2011

Itaú na campanha pra ler o livro

O banco Itaú está realizando uma campanha Leia para uma criança (http://www.itau.com.br/itaucrianca/) onde você pode, também, solicitar livros infantis que serão entregues na sua casa!
O vídeo da campanha que eu postei, é com a Angela Lago, mas existe outros dois, um com a Suppa e outro com o Ziraldo, todos no You Tube.

07 Agosto 2011

Menina Luz

Um dos primeiros livros que ilustrei, e que já se encontra esgotado, agora pode ser lido numa versão digital ao alcance de qualquer mouse!
Pra conferir é só clicar http://www.christinadias.com.br/meninaluz/

15 Julho 2011

Bastidores especial: valter hugo mãe

O muso da Flip cantando "O fado de cada um" na festa da Cosac, na Flip:
http://www.youtube.com/watch?v=uNgUKFPQPAg

Depoimento das pessoas que se encantaram com ele:
http://www.youtube.com/watch?v=BVOXzIa-OGU&feature=related

Ele tietando a Elza Soares:
http://www.youtube.com/watch?v=4gbtPgm-h0E&feature=related

Falando de Paraty:
http://www.youtube.com/watch?v=FYISzYXUVDo&NR=1

Lendo trecho do seu livro a máquina de fazer espanhóis:
http://www.youtube.com/watch?v=gU_Zg-JtgxA&feature=related

14 Julho 2011

ESCUTEI NA FLIP

“Eu sou autor brasileiro e, pela graça de Deus, indígena!” Daniel Munduruku

“O grande patrimônio que cada um tem é a memória e a biblioteca!” Bartolomeu Campos de Queirós

“Passamos de uma literatura oral rapidamente para uma literatura digital sem conseguir criar anticorpos para isso.” Ana Maria Machado

“É interessante como o ser humano anda, anda, anda, mata Deus e ainda é um ser mítico!” Luiz Felipe Pondé

“O que humaniza o ser humano é o fracasso.” Luiz Felipe Pondé

“O cérebro não funciona com palavras, ele produz palavras.” Miguel Nicolelis

“A tradição literária argentina é uma literatura de ideias, praticamente.” Pola Oloixarac

“Mulher é uma fábrica inteira. O homem assiste. Estou desejando ter filhos, estou com 40 anos e só tenho um sobrinho, deve ser algum castigo por que eu quis me chamar mãe!” valter Hugo mãe

“Ele disse que queria ter filhos, a mulherada ficou louca!” Depoimento eufórico de uma moça na fila de autógrafos do Joe Sacco quando eu a questionei o porquê de todos estarem tão encantados com hugo mãe.

“Eu sei que a pergunta é estranha, mas, por um acaso, o Xico Sá está ao lado de alguém aqui?” Pergunta feita pela pessoa da Casa Folha aos presentes, supostamente por não conseguir encontrar Xico Sá para iniciar o debate.

“A mulher vira um tema muito caro à crônica.” Antonio Prata

“Eu já perdi uma mulher, uma grande mulher, por conta desse processo de pijamização, de maridização!” Xico Sá

“Eu sou um cronista do ódio. Eu escrevi uma crônica com ódio do Wood Allen, em Meia Noite em Paris, porque o filho da mãe fez exatamente o que eu queria fazer!” Ignácio Loyola Brandão

“Não estou tão interessado na guerra. Me interesso pelos civis, como são descartados e marginalizados por ela!” Joe Sacco

“Eu não sou otimista com a humanidade, não! Nós somos uma raçazinha muito criticável.” João Ubaldo Ribeiro

“Eu sou maníaco e é por isso que escrevo livros desse tamanho (referia-se ao Sangue Errante, com 960 páginas). Se eu fosse um compositor, seria Beethoven. Se eu fosse um líder religioso, seria Deus!" James Ellroy

FLIP – 5º dia

São muitas as despedidas que você se obriga a fazer quando gosta do lugar, da gente e de todo o resto a sua volta! Último dia. Dia lindo. Sol de fazer apertar mais o peito quando se pensava em ir embora. E a lojinha com os produtos da Flip dando 20% de desconto!!! Estava perfeito para a fila que encontrei de gente esvaziando os estoques de camiseta, estojo, lápis, canecas e tudo mais!
Apesar de ter os ingressos, não fui as mesas deste dia. Apenas vi um pouquinho da fala de David Byrne nas telas do espaço da Petrobras, que oferecia conforto e não cobrava nada por isso! Quem não tinha mais dinheiro para a Tenda do Telão, o Ponto de Rede, da Petrobras, ficou sendo a melhor opção!!
Byrne, ex-líder da banda Talking Heads, falou sobre arquitetura, urbanismo, sobre os carros estarem ocupando em demasia o espaço do homem, sobre a situação atual frente a sustentabilidade e, principalmente, sobre o bem ambiental e social que a bicicleta nos oferece na mesa de número 16, Tour dos trópicos!
Tudo isso levou Byrne a pedalar pela estrada literária, escrevendo o livro Diários de Bicicleta.
Ele mal havia começado a falar e já tinha gente na fila para pegar um autógrafo! Era para eu estar ali também, pois antes de eu embarcar para Paraty, fui intimada pela minha amada mãezinha a trazer um autógrafo do figurão! Eu não sei se foi o fato de eu ter dito a minha mãe que o ele não autografaria em outra coisa sem ser o livro que ela, que não nunca aprendeu a andar de bicicleta, me liberou da desgraça de ficar horas em mais uma fila quilométrica!! Assim deu tempo de tirar mais algumas fotos, comprar mais um livrinho na máquina para depois suportar as horas por terra, e por nuvens, que me levariam direto para minha casa e meus gatos! 
Tudo foi muito bom! Tudo! Obrigada ao blog Fatos e Dados, da Petrobras, (http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/) pelo convite e pela oportunidade de estar na companhia destas pessoas queridas que couberam nesta foto e neste coração que aqui pulsa!
Esta do centro é a Mariana Sanchez, outra blogueira convidada para fazer a cobertura da FLIP pelo http://www.orelhadolivro.com.br/ , ao lado dela o único representante da espécie masculina, o Felipe Arruda, também convidado através do seu blog http://www.felipearruda.blogspot.com/ , e, nas pontas, duas  queridíssimas que tivemos a oportunidade de conhecer: Eli e Carla! Todos companheiros de mesas, restaurantes, papos, sorrisos e lembranças!
Meu beijo e minha esperança de uma próxima!

13 Julho 2011

Bastidores de Paraty em dez clicks










COISAS DE BASTIDORES

Tem fatos que só você estando presente para ficar sabendo, ou, saber da boca de alguém que esteve lá onde você não estava, é o que vai acontecer agora!! Na FLIP eu pude presenciar algumas coisas, coisas de bastidores, e sabe como é, tendo o blog que tenho, fico na obrigação de repassar a vocês, então lá vai:

Malu Mader, Tony Belloto, Rafael Cortez e Eliane Giardini foram vistos pelas ruas de Paraty, porém, o mais assediado, o que mais levou o povo ao delírio da tietagem, foi o Ferreira Gullar!

Aconteceu uma coisa que não poderia ter acontecido, quando Ana Maria Machado pegou o microfone para dar inicio sua a fala, a cadeira quebrou e ela despencou atrás da mesa em que estava! Justo com a Ana pega mal!! Márcio Vassallo, que mediava, ajudou ela a levantar.

Em quanto eu torrava no sol esperando Gullar aparecer, fui tomada de uma risada espontânea ao ouvir as desculpas da pessoa que organizava os debates na Casa Folha “Gullar já chegou, mas como ele veio do Rio de Janeiro, pediu para tomar um café com leite antes de falar!” Se ele veio do Rio para Paraty, imagina eu!!!
Pola ficou muito sem graça quando o mediador pediu para ela ler um trecho do seu livro e teve que abrir a sua fala com “eu não posso ler por que esqueci o livro no camarim!”

David Byrne, saindo de fininho e valter hugo mãe se acabando de dançar no show do Arnaldo Antunes, parece que eles (Arnaldo e mãe) já haviam se conhecido em Portugal, aliás, hugo mãe, participou de toda programação, volta e meia você o encontrava ocupando alguma cadeira da Tenda do Autores!

Você podia ver Joe Sacco por todos os lugares, tirar foto e bater um papo com ele como grandes amigos! Era só saber falar inglês...

FLIP – 4º dia

O céu, cansado de fazer cara feia, amanheceu com um sol agradável e algumas vezes até acreditei que faria calor... No calor da hora foi título da primeira mesa no sábado, onde John Freeman, editor da revista britânica literária “Granta”, mostrou-se preocupado com a maneira de como estamos esquecendo este mundo real e deixando o nosso tempo ser absorvido pelo mundo virtual, passando mais horas com o computador do que usufruindo da vida. Ele escreveu um manifesto por uma comunicação lenta, tocado pela realidade de como a comunicação da palavra atingir uma velocidade espantosa: “muitas vezes, sentimos que esta reação a tecnologia é mais tecnologia, como se a resposta para um viciado fosse mais drogas! Temos agora uma revolução de informação e não há uma reação. Estamos, simplesmente, rompendo os limites da nossa vida profissional e pessoal, e obtendo o máximo de informações possíveis, o tempo todo. Por tanto, as minhas três palavras são: vai com calma!”
Logo depois foi a vez do tão esperado Joe Sacco, provando que os quadrinhos não deixam mais espaço para discriminação da sua arte sequencial! Sacco falou de toda a pesquisa que realizou para fazer o livro Notas sobre Gaza, do caráter jornalístico e investigativo que transparece nos seus quadrinhos, das suas escolhas de cenário e histórias que ouviu da boca das próprias pessoas que vivem nos lugares que ele escolheu para fazer suas histórias. Quanto perguntado sobre o porquê de sempre a guerra ser a temática de suas HQs, ele respondeu: “não estou tão interessado na guerra. Meu interesse é nos civis, como são descartados e marginalizados na guerra. Meus pais cresceram na Ilha de Malta que foi bombardeada durante a Segunda Guerra. Sobre o conflito palestino e israelense não foi para ver gente atirando, era uma questão de justiça. Estou interessado em contar como a vida das pessoas foram afetadas. Cada vez mais civis estão morrendo nas guerras. Eu detesto me ver como um viciado em guerras ou dependente delas!”. Falou também de como os quadrinhos podem trazer o leitor de volta ao passado, quando feita a pesquisa correta da arquitetura, uniformes e etc, além de criar uma sequência de informações visuais que, na prosa, já não seria possível. “Lembro que em Gaza tinha muita lama, se fosse uma prosa eu não poderia ficar escrevendo: aliás tinha lama, aliás tinha lama, aliás...”
E se o almoço não tivesse demorado taaaanto para ficar pronto (mais que os dias anteriores) eu teria visto a mesa das 15h, Ficção entre escombros, mas, o melhor que eu consegui foi um lugarzinho mediano na fila de autógrafos para o livro do Edney Silvestre, Se eu fechar os olhos agora, ganhador do Prêmio Jabuti. Dias antes eu já tinha “beliscado” o livro e me encantei com o peso imagético da história, deu vontade de sentar na varanda da pousada e desfrutar de toda a beleza do livro e de Paraty, como se não existisse FLIP duas quadras adiante... Mas ela existia e me chamava, agora, para ouvir João Ubaldo Ribeiro e sua Alegoria da ilha Brasil! Tive a impressão de que foi a mesa mais lotada que eu assisti! Eu não vi uma cadeira vazia! O público se divertiu com as histórias Ubaldo e sua Itaparica! “Meu universo é o universo itaparicano!” disse ele. Com toda a sua franqueza, João Ubaldo respondeu a todas as perguntas feitas pelo mediador Rodrigo Lacerda, sem hesitar. Mesmo quando questionado sobre o seu livro de sucesso Viva o Povo Brasileiro ele surpreendeu com a resposta: “A gênese do Viva o Povo Brasileiro foi fazer um livro grosso para esfregar na cara do Pedro Paulo, coisa que afetivamente fiz!” O tal Pedro Paulo era um editor que disse que os brasileiros só faziam livros finos para serem lidos na ponte aérea!
E, pela terceira vez, eu enfrentei a fila de autógrafos! Sorte eu ter saído um pouco antes de terminar a fala, pois a fila, que já não era pequena, foi limitada por número de senhas e apenas um autógrafo por pessoa! Mas eu precisava encará-la, porque, desta vez, era para levar de presente para alguém que gosto muito!

Meu último ato do dia foi cantar junto com o maravilhoso, talentoso, espetacular Arnaldo Antunes, num show promovido pela Editora Globo na CASA DA CULTURA! Estava tão perto que daria até para me embriagar com toda poesia que ele transpira! Ou, então, me despir de toda e qualquer moral subindo no palco para me agarrar no pescoço dele e só sair arrastada pelos seguranças!!!!!! Nada fiz, só fiquei “babando”...

Quer mais Flip? Então acesse o blog da Petrobras: http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/

11 Julho 2011

VOCÊ TEM SEDE DE QUÊ?



De repente eu vi, no saguão dos autógrafos, uma máquina, igual a estas que você pega um refrigerante, mas, não havia bebidas dentro dela, havia livros!
Instantaneamente a garganta secou e a boca pedia palavras. Cinco reais, apenas, e eu matava a minha sede! Matei com @xicosa! No dia seguinte precisei de mais. Cedi ao meu capricho de beber um twittifruit, agora, do @CARPINEJAR. E no outro dia foi a vez de beber @LeoJaime!! Estava viciada. Na cidade da cachaça eu só queria beber daquela maquininha!!!

E para desculpar eu mesma da vontade de todos os dias pegar um daqueles livrinhos que Suzano, estrategicamente, utilizou para divulgar a leitura em papel pólen, eu comecei a comprar para dar de presente! Com medo de ser flagrada, descobri, na última página, um argumento para justificar o meu vício: 50% do valor de venda daqueles livros seriam revertidos para a implantação de bibliotecas comunitárias através do Programa Ler É Preciso, do Instituto EcoFuturo.
Parabéns à iniciativa, mas que tal colocar uma máquina dessas lá na esquina de casa?!

O HOMENAGEADO DA FLIP


“Oswald de Andrade (1890-1954) será o grande homenageado da 9ª edição da Festa Literária Internacional de Paraty. Considerado o mais inovador dentre os escritores do modernismo, Oswald foi protagonista da Semana de 22 e abriu caminhos para grandes nomes como Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto e os poetas concretos.” http://www.flip.org.br/noticias.php?id=604


As mesas escolhidas para fazerem parte da programação da FLIP não falaram só de Oswald, mas também da semana de 22 e da antropofagia. Foram mesas de debates na FLIP e FLIPINHA além de teatro, com peça de Maria Adelaide Amaral e Teatro Oficina!

Podia-se ver por toda extensão do evento homenagens a ele, ao movimento e a Tarsila! Como estas gigantes representações dos quadros de Tarsila ao redor da FLIPINHA:



A conferência de abertura da FLIP foi Oswald de Andrade: devoção e mobilidade, com José Miguel Wisnik e o aplaudidíssimo pelo público, Antonio Candido, que se definiu logo no início como um amigo modernista de Oswald. Candido tinha muito carinho nas palavras ao falar do amigo, até se queixou que toda a mitologia em torno da vida do Oswald atrapalhou a percepção da sua obra: “A vida dele recebeu mais atenção do que a sua obra. O jornalismo de Oswald de Andrade era tão importante quanto a sua poesia e o seu teatro!”

Já na mesa de quinta-feira, Marco zero modernista, Gonzalo Aguilar e Marcia Camargos disseram que foram tantos os fatos lendários e anedóticos que rodearam Oswald que, o próprio, ficou sendo muito mais um personagem do que um escritor.
Marcia explorou o antropofagismo como plástico e não canibal. Esclareceu que o canibalismo deixou de ser antropofágico depois que o homem deixou de devorar o homem para escravizá-lo e viver debaixo do capitalismo.
Oswald disse que toda a experiência está no pé, sendo assim, Gonzalo nos mostrou e contextualizou todo o movimento modernista no pé de Abaporu, de Tarsila do Amaral, e ainda o comparou ao O Pensador, de Rodin. “Pensar com os pés, e não sentado em uma cadeira.”, comentou o argentino.

FLIP – 3º dia

Na sexta-feira acordei com total certeza de que assistiria Ferreira Gullar falando sobre Poemas Políticos na CASA FOLHA, aqui em Paraty. Acho que todas as outras pessoas acordaram com a mesma certeza!!! Não consegui entrar de tanta gente que já se apertava lá dentro! Mas nem tudo estava perdido! Consegui um espaço VIP do lado de fora, na beirada de uma porta que daria para vê-lo com melhor que muitos lá dentro! Fiquei animada! Mais animada estava porque fazia sol, o que até então não havia acontecido, e depois de 30min de espera, tudo que estava bom começou a ficar péssimo!! O sol me torrava, Gullar, atrasado, decidiu que precisava tomar um café com leite antes de entrar e, quando finalmente entrou na CASA FOLHA, a porta foi fechada bem na minha cara!!! Meu lugar VIP se transformou simplesmente em olho da rua!

Nem tudo estava perdido, havia uma mesa às 12h, na FLIP, que prometia ser boa, e foi!!!! Os convidados eram a argentina Pola Oloixarac e o português valter hugo mãe, que durante a sua fala revelou que seu nome de registro é outro, mas escolheu o “mãe” simplesmente porque elas são as pessoas mais incondicionais na sua forma de amar e ele queria ser um escritor com esta mesma particularidade, pois, segundo ele, os livro são máquinas de criar sentimentos! Eles leram um trecho de seus respectivos livros e eu, que já estava com o livro da Pola na bolsa, ao ouvir hugo mãe, decidi que quando saísse dali compraria o livro dele. E comprei!Uma multidão comprou!!! Ele autografou mais de três horas, sempre tranquilo e munido da mesma simpatia. Virou matéria da Folha e notícia na boca de toda a Flip! Estavam, (e ainda estão!!!) todos encantado com o homem!! Mesmo ele tendo se revelado filho de pai hipocondríaco e viver sempre com o anseio da morte. Disse que não imaginava que viveria tanto, em setembro, completará 40 anos e está preocupado se vive até lá! “Vivo constantemente a espera de estar morrendo. Se eu tiver que morrer aos 40, não será uma desgraça tão grande, por que tudo que escrevi eu fui também, por isso sou muito mais velho que realmente sou!”
Pola, já se mostrava mais frenética, me pareceu que seus pensamentos lhe habitavam como furações que, dentro dela, arrasam tudo e deixam fragmentos soltos com indício do que havia lá! Entendeu? Nem eu! Mas ela era assim mesmo. “Eu escrevo por que me divirto escrevendo. Meus personagens são pessoas com quem eu gostaria de estar, eles se apresentam para mim e me acompanham”, disse Pola, que deixou a marca do seu beijo de batom escuro em todos os livros que autografou!
E que consagrou valter hugo mãe (que assina seu nome sempre em letras minúsculas) o “tsunami” da FLIP 2011, certamente foi o seu grande final, quando perguntaram sobre a relação dele com o Brasil e o próprio leu, muito emocionado, uma carta que havia escrito antes de vir pra cá! Tenho certeza que aquelas linhas tatuaram no nome dele no coração de todos os presentes! Quer também correr este risco? Então leia a tal da carta no site da Flip: http://www.flip.org.br/noticias.php?id=668

E depois de tanto impacto emotivo, foi hora de dar risada! Voltei eu para a CASA FOLHA e desta vez entrei! Assisti Xico Sá e Antonio Prata desenvolverem preciosos pensamentos sobre a mulher como assunto nas suas crônicas! Separei duas falas pra vocês:
Prata: “A gente vai na tentativa e erro. Se escreve a crônica primeiro e depois vê como é recebida em casa (referia-se a mulher dele). Por isso eu prefiro escrever sobre mulheres mortas, como os peitos da Jane Russell, por exemplo!”
Xico: “Os cronistas brasileiros perdem muito tempo falando de outra coisa que não seja a mulher! Acho que tem que falar da mulher e pronto! Mesmo que eu precise escrever sobre outro tema, no terceiro parágrafo eu já estou caindo nos braços de uma mulher!

Não pude ficar até o final desta conversa lisonjeira, tinha uma outra, também sobre crônica, para assistir na programação principal da FLIP com o Contardo Calligaris e Ignácio Loyola Brandão. Fazia parte desta mesa, também, Antonio Tabucchi que, como forma de protesto, declarou não vir mais a Paraty depois que soube da autorização para permanência de Battisti no Brasil! Pois é... mas, voltando ao assunto crônica, em ambas descontraídas discussões, me pareceu que esta é uma literatura feita sobre pressão, até mesmo Xico Sá revelou que a sua musa inspiradora era o prazo! 
E sabe como eu terminei minha noite de sexta-feira?! No protesto do Greenpeace contra as energias nucleares!!

Foi uma sexta-feira muito agitada!
Quer saber mais? Então acesse o blog da Petrobras: http://fatosedados.blogspetrobras.com.br/